Antes de andar
A água veio pela família. Um tio esquiava na Guarapiranga nos anos 1950, entre os primeiros do Brasil, e ensinou o pai. Marreco ia de barco desde que saiu das fraldas e esquiou pela primeira vez aos 5 anos, de colete e esqui emprestados do primo — grandes demais para ele.
1996
Passou um wakeboarder na represa dando mortais. Ele nem sabia quem era; não existia internet para pesquisar. Virou para o tio e disse que era aquela prancha que ele precisava. Compraram uma metade cada e, no primeiro dia, ele já tentou o mortal.
1999–2000
Ou faculdade, ou esporte. A família não tinha dinheiro, e ele já trabalhava para conseguir andar de wake — que é caro. Escolheu virar profissional numa época em que quase ninguém no Brasil sabia o que era wakeboard. Foi pedir patrocínio numa loja náutica e saiu de lá com um emprego.
2004
Fundou a Marreco Wake School, na Represa do Jaguari, em Bragança Paulista. Hoje é a principal escola da América Latina, com alunos que chegam de todo o mundo.
Hoje
Segue competindo — foi campeão mundial Over 40 em 2026 —, dá aula, é representante da Nautique no Brasil, vende barcos novos e seminovos e abriu uma marina, para fechar o ciclo entre venda, guarda e manutenção.