Quem avalia cada lancha

Marcelo “Marreco” Giardi

Quase 40 anos dentro da água. Bicampeão mundial, ouro nos Jogos Pan-Americanos de 2007 e 11 vezes campeão brasileiro de wakeboard — e o mesmo cara que vai dizer para você não comprar o barco mais caro se ele não for o certo agora.

A trajetória

Antes de andar

A água veio pela família. Um tio esquiava na Guarapiranga nos anos 1950, entre os primeiros do Brasil, e ensinou o pai. Marreco ia de barco desde que saiu das fraldas e esquiou pela primeira vez aos 5 anos, de colete e esqui emprestados do primo — grandes demais para ele.

1996

Passou um wakeboarder na represa dando mortais. Ele nem sabia quem era; não existia internet para pesquisar. Virou para o tio e disse que era aquela prancha que ele precisava. Compraram uma metade cada e, no primeiro dia, ele já tentou o mortal.

1999–2000

Ou faculdade, ou esporte. A família não tinha dinheiro, e ele já trabalhava para conseguir andar de wake — que é caro. Escolheu virar profissional numa época em que quase ninguém no Brasil sabia o que era wakeboard. Foi pedir patrocínio numa loja náutica e saiu de lá com um emprego.

2004

Fundou a Marreco Wake School, na Represa do Jaguari, em Bragança Paulista. Hoje é a principal escola da América Latina, com alunos que chegam de todo o mundo.

Hoje

Segue competindo — foi campeão mundial Over 40 em 2026 —, dá aula, é representante da Nautique no Brasil, vende barcos novos e seminovos e abriu uma marina, para fechar o ciclo entre venda, guarda e manutenção.

Resultados

Cada linha com a fonte que registrou o resultado.

2026Campeão mundial Over 40 na ItáliaResultado oficial IWWF
2025Campeão pan-americano e decacampeão brasileiroCNN Brasil
2019Bronze nos Jogos Sul-Americanos de PraiaComitê Olímpico do Brasil
2018Bronze no Mundial MastersCenturion Boats / IWWF
2016Campeão mundial Masters em TorontoTerra
2009Primeiro latino-americano no Top 10 mundial da WWAAtivo
Sul-AmericanoDois títulos continentaisBombarco
2007Ouro nos Jogos Pan-AmericanosGlobo Esporte
Trajetória11 títulos brasileiros e vice mundial JuniorRevista Encontro

O que isso muda na hora de comprar

Nem sempre o barco mais caro

Ele vende de R$ 50 mil a R$ 3 milhões, e recomendar o topo de linha renderia mais comissão. Mas quem está começando não aproveita uma onda grande demais, nem sabe encostar no píer sem bater. Já indicou barco mais simples sabendo que o cliente trocaria em dois anos — e trocou, com ele.

A venda termina no pós-venda

Barco entregue sem ninguém ensinar a usar vira barco de passeio parado. Ele ensina a dirigir, a pôr na carreta, a encher os lastros — e cobra dos mecânicos que a embarcação esteja pronta na sexta, mesmo que o dono talvez não vá usar no fim de semana.

Metade das vendas vem de indicação

Nas reuniões de representantes das marcas, o gráfico de origem de vendas nem media indicação. Quando passaram a medir, era metade. Um cliente dele chegou a pedir que ele atendesse o próprio vizinho: queria vender a experiência que teve, não só o barco.

Disciplina ganha do talento

É o que ele repete para os alunos e o que aplica na venda: resultado leva tempo. Quem quer o mortal antes da base trava dois anos depois. Quem quer o barco definitivo antes de saber manobrar, também.

Quer uma opinião antes de decidir?

Todo barco do catálogo passou pela avaliação dele. Se quiser conversar sobre qual faz sentido para o seu momento, é só chamar.